No primeiro aniversário do Rosane Bird Camouflage, a empreendedora brasileira celebra a consolidação do estúdio, o crescimento de uma clientela multicultural e uma missão que vai muito além da estética. Há negócios que nascem de um plano. Outros nascem de uma experiência tão profunda que acabam se transformando em propósito. Um ano depois de abrir as portas do Rosane Bird Camouflage, em Marietta, Rosane Bird comemora não apenas a trajetória do estúdio, mas a construção de um trabalho que une técnica, sensibilidade e impacto real na vida de suas clientes.
No ano passado, a Cia Brasil Magazine acompanhou o lançamento do espaço e apresentou aos leitores a história de uma brasileira que trocou os palcos por uma nova forma de arte: a micropigmentação paramédica. Agora, em março de 2026, voltamos a conversar com Rosane em um momento especial. No dia 14 de março, ela celebrou o primeiro aniversário do business com um coquetel que marcou essa nova fase de crescimento, amadurecimento e reconhecimento.
Em um segmento que toca diretamente a autoestima, a relação com o corpo e a forma como cada pessoa se enxerga no espelho, o trabalho de Rosane ganhou espaço por ir além da estética. Em seu estúdio, procedimentos como camuflagem de cicatrizes, estrias, vitiligo, reconstrução de aréolas, tonalização de olheiras e micropigmentação capilar fazem parte de uma rotina que exige precisão, escuta e responsabilidade.
A base dessa missão continua sendo profundamente pessoal. Rosane chegou aos Estados Unidos em 2017, após uma longa trajetória na música sertaneja, decidida a recomeçar. Sua conexão com a micropigmentação paramédica nasceu de vivências marcantes em sua família e também de sua própria experiência com reconstrução mamária. O que começou como dor se transformou em vocação. Hoje, o que ela oferece no estúdio não é apenas um procedimento, mas uma possibilidade de reconexão com a própria imagem.
Nesta edição, Rosane fala sobre o primeiro ano do Rosane Bird Camouflage, os bastidores do crescimento, as lições do empreendedorismo e o que mais deseja entregar a cada cliente que passa por suas mãos.
Cia Brasil Magazine: Rosane, olhando para este primeiro ano do estúdio, qual foi a sua maior conquista?
Rosane Bird: A maior conquista foi poder ajudar minhas clientes e receber o retorno delas. Cada feedback confirma para mim que esse trabalho tem propósito e que tudo valeu a pena.

Cia Brasil Magazine: Houve algum momento que marcou especialmente essa trajetória?
Rosane Bird: Sim. Um dos momentos mais marcantes foi levar minha técnica para a Holanda, em um festival de aréola. Foi muito especial perceber que um trabalho construído com tanta entrega já estava alcançando outros espaços.
Cia Brasil Magazine: O que mudou na sua rotina depois da abertura do estúdio?
Rosane Bird: Muita coisa mudou. Hoje eu trabalho aos sábados, e isso exigiu um ajuste importante, porque sempre valorizei muito o tempo com a minha família nos finais de semana. Empreender também é aprender a equilibrar agenda, casa, clientes e prioridades.
Cia Brasil Magazine: Para quem ainda não conhece bem essa área, como você define a micropigmentação paramédica?
Rosane Bird: É uma técnica que devolve à pele aquilo que uma cicatriz ou a perda de melanina tirou. Na prática, o camouflage busca suavizar marcas e alterações visíveis da pele, sempre respeitando o histórico, o tom e a resposta de cada pessoa.
Cia Brasil Magazine: Quais procedimentos têm sido mais procurados no estúdio?
Rosane Bird: Hoje realizo camuflagem de cicatrizes, estrias, vitiligo, reconstrução de aréolas, tonalização de olheiras, micropigmentação capilar e tratamentos com sérum aplicados por meio da técnica de tatuagem. Temos visto bons resultados também em acne scars. Entre todos, o mais procurado atualmente é a camuflagem de estrias.
Cia Brasil Magazine: Que tipo de história você mais encontra entre suas clientes?
Rosane Bird: Muitas mulheres chegam até mim depois de mudanças importantes no corpo, principalmente após a gravidez, quando aparecem estrias avermelhadas ou brancas. Isso mexe muito com a autoestima. Quando falo em reconstrução de identidade, é porque sinto que posso devolver um pouco do brilho de quem aquela pessoa era antes de uma cicatriz ou antes de uma história difícil.

Cia Brasil Magazine: O que esse primeiro ano te ensinou sobre o público imigrante e também sobre o mercado americano?
Rosane Bird: Aprendi que a correria da vida imigrante faz muita gente deixar a si mesma para depois. Também aprendi a amar cada história e a realidade de cada cliente. Hoje eu praticamente atendo mais clientes americanas e hispanas. A expectativa é parecida em todas as culturas, mas a forma de comunicação muda. Os hispanos costumam ser mais leves no contato, e os americanos geralmente confiam mais no processo, embora demorem mais para decidir.
Cia Brasil Magazine: Como você constrói confiança com quem chega inseguro ou com medo de se frustrar?
Rosane Bird: Mostrando que isso é um caminho, um tratamento. Eu explico que o resultado é resposta de uma técnica, e que cada pele tem um tempo, uma aceitação e uma evolução. Quando a pessoa entende o processo, ela se sente mais segura.
Cia Brasil Magazine: Que tipo de preparo é indispensável para atuar nessa área com excelência?
Rosane Bird: É preciso ter formação em Paramedical Tattoo e continuar se aperfeiçoando em todas as áreas que você oferece. Também é essencial entender muito bem os diferentes tons de pele e os processos de cicatrização. Em 2025, um dos cursos que mais me marcou foi o de umbigo realista, voltado para pessoas que perderam o umbigo por alguma intercorrência cirúrgica.
Cia Brasil Magazine: O que você considera um diferencial do seu estúdio?
Rosane Bird: O atendimento humanizado. Tudo entre mim e minhas assistentes é muito bem treinado para oferecer conforto, praticidade e entendimento do que a pessoa veio buscar. Atendemos com excelência em três idiomas e acompanhamos o processo dentro e fora do estúdio. Isso tem feito nosso espaço se destacar, inclusive com clientes vindas de outros estados.
Cia Brasil Magazine: O que foi decisivo para o crescimento nesse primeiro ano?
Rosane Bird: O atendimento e as redes sociais bem alimentadas foram a chave. O crescimento começou desde o primeiro mês de estúdio e vem acontecendo de forma constante, precisa e verdadeira.
Cia Brasil Magazine: O que a celebração do dia 14 de março representou para você?
Rosane Bird: Eu tenho o costume de celebrar tudo. A ideia dessa comemoração nasceu junto com o estúdio, porque acredito que o primeiro ano é muito decisive em qualquer construção. Para mim, o
evento representou o que realmente estamos nos tornando: algo lindo, livre e leve.
Cia Brasil Magazine: E o que você quer que cada cliente sinta ao sair do seu estúdio?
Rosane Bird: Quero que ela entenda que é muito maior do que aquilo que carrega na pele.

Ao completar seu primeiro ano de estúdio, Rosane Bird reafirma a essência do trabalho que vem construindo em Marietta: um serviço técnico, delicado e profundamente humano. Em uma comunidade onde tantas mulheres acabam adiando a si mesmas entre trabalho, família e adaptação à vida nos Estados Unidos, seu estúdio se tornou um espaço de acolhimento, escuta e reconstrução.
Mais do que camuflar marcas, Rosane ajuda suas clientes a ressignificarem a própria imagem. E talvez esse seja o traço mais forte de sua trajetória até aqui: a capacidade de transformar uma técnica em cuidado e um procedimento em recomeço.
Da Redação.


