Em Mangará, Edinho entrega um dos trabalhos mais consistentes e sensíveis de sua trajetória. Fundador e principal idealizador do Sarau do Adinho, o artista apresenta um álbum autoral que nasce do cotidiano, da escuta do que acontece ao redor e da maturidade de quem transforma experiência em linguagem musical.
O disco se constrói como um território de afetos, observações e delicadezas. Reúne faixas inéditas que reafirmam uma identidade artística coerente, refinada e profundamente conectada à vida real. Em cada canção, há a assinatura de um compositor atento às sutilezas do existir, capaz de traduzir em melodia e poesia aquilo que, tantas vezes, passa despercebido na rotina.

Entre os momentos mais emblemáticos do álbum está “Dente de Leão”, gravada em parceria com o consagrado Filó Machado. O encontro entre os dois artistas atravessa gerações e estéticas, resultando em uma interpretação de grande densidade poética, harmônica e emocional. Embora seja a única faixa que não nasce como composição inédita, a nova gravação dialoga plenamente com a atmosfera de Mangará e se integra de forma orgânica à proposta do projeto.
Além desse encontro marcante, o álbum apresenta outras faixas que evidenciam a força autoral de Edinho, como “Acordei” e a faixa-título “Mangará”, que sintetiza o espírito estético e conceitual do disco. Todas as canções são assinadas por Edinho, algumas em parceria com Patrícia Gonçalves, revelando um processo criativo íntimo, coeso e guiado por vivências pessoais, observações do cotidiano e reflexões sensíveis sobre o existir.
Musicalmente, Mangará se insere no universo da MPB contemporânea com um caráter eclético e elegante. A identidade baiana do artista aparece em nuances rítmicas e melódicas que dialogam com o Nordeste, enquanto o repertório também se permite atravessar por atmosferas mais pop e por arranjos que valorizam harmonias elaboradas, melodias bem desenhadas e uma escuta generosa. Nada soa excessivo. O álbum encontra equilíbrio, apuro estético e uma musicalidade que convida tanto à contemplação quanto à escuta atenta.
Como desdobramento especial do projeto, Edinho aproveitou o processo criativo para registrar sua primeira canção autoral de temática natalina, em parceria com a Camerata de Jundiaí, sob regência do maestro Felipe Gadioli, em colaboração com o Instituto Cardim. A gravação amplia o alcance artístico do trabalho ao unir a canção popular a uma formação orquestral, criando um diálogo sensível e simbólico entre universos sonoros distintos.

Gravado no próprio estúdio do artista, Mangará preserva um caráter intimista, presente tanto no resultado musical quanto no material audiovisual que acompanha o lançamento. Parte da produção foi viabilizada por meio do edital Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com apoio da Secretaria de Cultura de Vargem Grande Paulista e do Governo Federal do Brasil. A outra parte foi realizada com recursos próprios, evidenciando o comprometimento e a autonomia artística de Edinho na concretização do projeto.
Mais do que um lançamento fonográfico, Mangará se apresenta como um convite à escuta desacelerada, à reflexão sobre a vida como ela se apresenta e ao encontro com canções que brotam diretamente do chão da experiência humana. Um álbum que floresce com verdade, delicadeza e identidade própria.
Para saber mais sobre o artista, acompanhar novidades e conhecer detalhes sobre o álbum Mangará, acesse @saraudoedinho (Instagram).
Nota: As informações apresentadas neste texto foram concedidas a partir do resumo do artista, fornecido por sua assessoria de imprensa, via Patrícia Gonçalves.

Por Fernanda Noronha
Cantora, Compositora
e Produtora Cultural.
Foto: divulgação


