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Uma pesquisa (citada no livro “Mentiras em que as Mulheres Acreditam e a Verdade que as Liberta”, de Nancy Leigh DeMoss) diz que 70% das mulheres reclamam que não têm tempo suficiente para fazer tudo que gostariam. Muitas reclamam que estão muito ocupadas, sobrecarregadas, exaustas por tantas exigências e necessidades. Sentem-se desencorajadas, sufocadas e desanimadas.

Contraditoriamente, a vida moderna oferece facilidades como nunca experimentadas antes: micro-ondas, máquina de lavar roupa, máquina de lavar louça, aspirador, fraldas descartáveis, comida congelada ou disk pizza, entre outras. O dia continua tendo 24 horas; a semana, 7 dias; e o ano, 365, desde que o mundo é mundo.

O que mudou? Será que temos nos confundido entre o que são prioridades e necessidades com coisas que só vêm roubar nosso tempo e alegria?

Prioridade vem do latim pioritas, que significa anterior, o que vem primeiro. A prioridade significa colocar algo ou alguém antes relativo a outra coisa. Mas como saber quais são nossas prioridades? A Bíblia é clara em nos apontar que Deus e nosso relacionamento com Ele são prioridades em nossa vida. Deuteronômio (6:5) nos diz que devemos amar a Deus sobre todas as coisas.

Quando amamos a Deus sobre todas as coisas e com todo o nosso entendimento (nossa forma de ver o mundo), as coisas que são importantes para Ele passam a ser as também importantes para nós. Sabemos, por exemplo, que Deus sempre coloca as pessoas antes que as coisas.

Jesus é aquele que busca uma ovelha perdida. É o mesmo que tem compaixão dos doentes, dos que sofrem e gosta de estar perto das crianças. Por isso, concluímos que o que fazemos deve ter como alvo abençoar, cuidar e amar de pessoas, e não só produzir recursos financeiros. Claro que trabalhamos porque precisamos do salário no fim do mês, por exemplo, mas devemos fazer o nosso trabalho como se estivéssemos fazendo para Deus e com o intuito de ajudar, de servir os que se beneficiam do nosso trabalho.

Se você já foi aluno de uma escola, certamente você já percebeu a diferença entre um professor que trabalha somente pelo cheque e um que ama compartilhar o seu conhecimento com seus alunos. Precisamos também ver nossas prioridades de acordo com o momento que estamos vivendo. Quando somos solteiras, por exemplo e como o apóstolo Paulo nos explica, nos preocupamos com as coisas do Senhor. Também temos mais tempo para hobbies, amizades e estudos. Quando nos casamos, passamos a nos preocupar em como agradar o marido, a aprender a caminhar juntos, sonhar juntos. E quando vêm os filhos, um novo reajuste. A Palavra nos diz que aquele que não cuida dos seus negou a fé, e é pior que um descrente (1 Timóteo 5:8). Não adianta servir o mundo inteiro se não servimos, respeitamos e amamos os mais próximos de nós, como o marido e os filhos.

Algumas perguntas que gosto de me fazer para me ajudar a entender minhas prioridades e qual deve ser meu foco são: “Por que estou fazendo isso?”; “Qual minha motivação?”; “Isto está dentro da minha prioridade, do meu foco para esta etapa da minha vida?”

Outro ponto que sempre analiso são coisas que podem esperar versus coisas que precisam da minha atenção neste exato momento. Por exemplo: tenho vontade de fazer uma pós-graduação e mestrado. Se tivesse familiares morando perto de mim, poderia fazer agora e ainda assim continuar cuidando da minha família. Mas como não tenho, percebi que me falta o tempo necessário neste momento da minha vida. Daqui a oito anos meus filhos já estarão em outra fase de suas vidas, e creio que seria um prejuízo colocá-los em segundo plano agora. Já a pós-graduação pode esperar. Por outro lado, o meu trabalho como escritora é algo que tenho conseguido conciliar de uma forma equilibrada com a vida familiar.

Um dia estava conversando com uma terapeuta sobre a exaustão física e emocional que vivia. Ela me disse uma frase que me marcou e nunca mais esqueci: “Sempre que dizemos ‘sim’ para alguma coisa, estamos dizendo ‘não’ para outra.” Até aquele momento nunca tinha me apercebido dessa verdade. Sou uma pessoa só, não sou onipresente. Tampouco sou atemporal, sou limitada pelo tempo. Meu dia vai ter 24 horas e a forma como vou usá-las é escolha minha. Não posso sair dizendo “sim” para tudo de forma automática, pois se faço isso para as coisas que não são importantes ou essenciais, negligenciarei outras que são importantes e essenciais. Passei então a ficar atenta para quem e para o que digo “sim” e “não”.

Como mulheres cristãs, precisamos ser prudentes na forma como usamos o nosso tempo, entendendo qual a vontade do Senhor para o momento da vida em que estamos vivendo. “Portanto, sejam cuidadosos em seu modo de vida. Não vivam como insensatos, mas como sábios. Aproveitem ao máximo todas as oportunidades nestes dias maus. Não ajam de forma impensada, mas procurem entender a vontade do Senhor.” (Efésios 5: 15 ao 17)

Se gastamos o nosso tempo, a nossa energia e os nossos recursos em coisas que não são nosso foco no momento, estaremos exaustas e sem motivação para aquilo que realmente importa. Isso significa que nunca teremos tempo para lazer, fazer algo que gostamos ou descanso? De forma alguma. Descansar e manter a nossa mente e o nosso corpo sadio são fundamentais para a nossa saúde física e emocional, e para termos condições de cuidar de nossa família. Por isso, precisamos estar atentas em como utilizamos o nosso tempo.

 

Por Tathiana Schulze
Jornalista e Escritora

 

 

 

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